Recuperar Fernando para a final da Taça da Liga, com o Benfica, é o objectivo prioritário e, ao que apurou O JOGO, tudo aponta para que venha a concretizar-se, o que significa que o médio poderá voltar à competição precisamente um mês depois de ter sido substituído, com o Braga, na sequência de queixas musculares. O brasileiro continua a treinar de forma condicionada, é verdade, mas com evolução favorável da rotura na coxa esquerda que o afastou dos últimos três jogos. Coincidência ou não, o FC Porto sofreu dez golos desde então, o que fez disparar todos os alarmes. Depois do pesadelo de Londres, com cinco golos encaixados de uma vez só, o que já acontecia há mais de 20 anos, estancar essa hemorragia tornou-se imperativo, não só para continuar na perseguição ao objectivo mínimo do campeonato, que é o segundo lugar, mas também para não comprometer as duas taças que preenchem o calendário portista a seguir ao jogo com a Académica.
Primeiro, haverá o tal encontro marcado o Benfica. A final do Algarve está agendada para o próximo dia 21 e, não só por ser uma final mas também por tratar-se do grande rival, ganhar passou a ser missão quase obrigatória. Neste contexto, ter Fernando disponível e, com ele, equilibrar o jogo de forças no meio-campo adquire uma importância capital. Aliás, a posição 6, como já admitiu Jesualdo Ferreira, é a mais importante do esquema que defende, não havendo no plantel quem dê uma resposta tão satisfatória como Fernando. Os últimos jogos acabaram com as dúvidas: a posição 6 mexeu com o rendimento das restantes, num efeito dominó traduzido em duas derrotas pesadas (Sporting e Arsenal) e num empate caseiro (Olhanense) algo embaraçante.
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