O que faz falta no futebol é animar a malta nas bancadas; não é cometer carradas de faltas, numa clara tentativa de desgastar o adversário, espreitando um eventual deslize que proporcione uma surpresa (vitória). Esta segunda fórmula tem dado resultado no caso do Olhanense, que, no campeonato, segue num honroso quinto lugar, mas é tão feia ao vivo que até consegue ser ultrapassada, em termos de popularidade, pelo mais desengraçado panfleto publicitário das redondezas. Essa foi a impressão que ficou em Oliveira de Azeméis, na primeira mão da segunda fase da Bwin Cup, com uma Oliveirense corajosa e sempre de olho na baliza, justificando por isso a vitória. Com Bru a dominar no papel de trinco e Ricardo Sousa a encantar como nos bons velhos tempos, a equipa de Pedro Miguel atirou-se ao jogo com vontade, coleccionando uma série de ataques e remates, e fez por merecer o golo antes do intervalo, só que ele não apareceu. O grande problema era fintar a defesa algarvia, mas Ricardo Batista já tinha dado sinais de que não se dá bem com remates potentes. Ricardo Sousa experimentou uma vez de livre e, à segunda tentativa, o guarda-redes voltou a largar para Yero atirar a contar na recarga. E tudo se complicou ainda mais para o Olhanense com a expulsão de Anselmo, a punir uma carga sobre Yero, que não foi, naturalmente, o único herói em campo; houve 14 em acção.
Jornal "O Jogo"

