Os ingredientes estiveram lá todos: competitividade, raça, bom futebol, muitos golos e emoção. Neste grande jogo de futebol, os Lobos do Mar levaram a melhor sobre a equipa serrana e com uma exibição de luxo, somaram mais três pontos no campeonato, dando assim seguimento à série de bons resultados.
Nos minutos iniciais, Eduardo Esteves perdeu Tiago Carneiro por lesão, sendo forçado a usar uma substituição. Salvador Agra foi a aposta do treinador varzinista e o jovem avançado acabou por ser, de facto, um grande impulsionador do ataque poveiro. A verdade é que os “gigantes” da defesa do Covilhã migaram perante a raça, a velocidade e a qualidade de jogo da juventude poveira que se reflectiram num imenso leque de oportunidades de golo. A segurança na defesa, a experiência do meio campo e a desenvoltura no ataque, fizeram um todo que chegou a atordoar a equipa serrana. Estava à vista de todos que o empate seria “sol de pouca dura” para o Covilhã.
Aos 65 minutos, já depois de ter culminado uma grande jogada entre André Carvalho e Salvador com um remate a rasar o poste, Gonçalo Graça na recarga a um livre directo apontado pelo camisola 20, fez o 3-2 (65’). Mais um golo de um filho da casa que, visivelmente fatigado, acabou por ser substituído logo de seguida, cedendo o lugar a Rui André. Num ambiente de arrepiar, os Lobos do Mar ao ritmo do apoio nas bancadas mantiveram a toada do jogo. Aos 72 minutos, Campinho é travado em falta dentro da área e a equipa de arbitragem não hesitou em assinalar grande penalidade. Rafael foi chamado a converter e, com modos de um jogador experiente, fez o bis (4-2). Nesta altura já o Covilhã jogava com menos um elemento, uma vez que minutos antes, Moia foi expulso depois de ter visto o 2º amarelo.
Completamente rendida à supremacia do Varzim, a equipa da Serra da Estrela sentia cada vez mais dificuldades em apresentar argumentos, limitando-se a fazer os possíveis para travar a pujança dos poveiros. Verdade seja dita… em vão. Aos 88 minutos, Hugo Costa num rasgo de força bem demonstrativo da raça poveira e, quiçá, embalado pelos cânticos entoados na mítica bancada do Superior, rompeu em velocidade pelo corredor esquerdo, servindo depois Rui André com um cruzamento ao qual o avançado correspondeu com um desvio certeiro para o fundo das redes, fixando assim o resultado em 5-2.
Recorde-se que a equipa volta a jogar em casa ainda antes do Natal. o dia 23, o Varzim recebe o Gondomar, no âmbito da III eliminatória da Taça de Portugal Millennium (jogo em atraso). O Varzim, com o acordo do Gondomar, solicitou a alteração do horário do jogo das 15 para as 18 horas. O clube aguarda resposta da FPP.
Fonte: Site Oficial do Varzim SC

