Se olharmos ás ultimas imagens deste jogo, o mais certo é passarmos também a ideia de que o Sporting foi feliz na obtenção do empate e o Rio Ave terá muito de que se queixar aos deuses da fortuna. Mas um jogo tem 90 minutos, e os de ontem, em Vila do Conde, foram quase sempre intensos e vibrantes, não podendo portanto prevalecer a ilusão de que tudo se resumiu á maior atuação do substituto de Rui Patrício - Marcelo Boeck - e muito menos aos falhanços de Yazalde á boca da baliza.
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O futebol é por vezes desconexo nessa vertente da estatistica, de onde se conclui que, tendo a formação leonina passado quase todo o tempo em cima do adversário da noite, embora o dito também pudesse, aqui e ali, brincar ás escondidas para surpreender Boeck. A uma escandalosa perdida de Christian, isolado (77), haveríamos que juntar, já no final, um triplete de oportunidades que o guarda-redes do Sporting desviou com as extremidades das unhas, sinal claro de que essa coisa de massacres e posse de bola vale o que vale mas nem sempre vale... golos. Valer, valer, valeria ao tal leão de dente de leite, ainda assim, o amigo americano de nome esquisito (Onyewu), que não escorregou na hora de tocar uma bola que Matías Fernández também quis atacar mas lhe escapou da bota.
O empate, por esta altura, era o melhor que se podia arranjar. Até ao já recalcado minuto 90+5, coisa de bruxaria, talvez, que elevou Boeck ao pátio da estrelas e impediu que o perdulário Rio Ave, porventura de forma injusta, chegasse á vitória...
Jornal "A Bola"

