Fernando conquistou a titularidade do FC Porto aos 21 anos, quando Paulo Assunção apenas começou a ser utilizado com regularidade por Co Adriaanse, quando estava prestes a fazer 26 anos. O jovem brasileiro leva vantagem em termos de carreira e está a corresponder às expectativas criadas durante a pré-temporada, quando foi desde logo apontado como principal solução para a saída de um trinco que Lucho e Lisandro consideraram o melhor jogador do campeonato.
“Fico feliz pela confiança de Jesualdo Ferreira e demonstrei que a mereço com uma boa exibição”, comentou sobre o seu desempenho contra o Vitória de Guimarães, mas também marcando o terreno em relação a outros “grandes jogadores que existem no plantel”, referindo-se concretamente aos seus concorrentes directos, Pelé e Bolatti.
De resto, nem sequer a infelicidade no corte desastrado, em Alvalade, que facilitou o tento de Liedson, abalou a força interior do médio que fez 28 jogos oficiais pelo Estrela da Amadora na época passada, onde actuou por empréstimo.
“Passei um momento delicado, mas é normal a pressão que existe sobre mim”, referiu Fernando, chamando “Paulinho” a Assunção, agora no Atlético de Madrid. “Ele foi campeão três vezes no FC Porto e tinha um grande estatuto. Eu ainda estou a começar, pelo que não podemos ser comparados. Sinto que sou um jogador de qualidade, mas que ainda está a crescer”, vincou, assumindo o repto de ajudar o colectivo a conquistar honrarias que também o beneficiarão: “Espero que os títulos e o estatuto cheguem já esta temporada. Estou confiante e tenho moral dentro da equipa.”
Notícia - Jornal "Record"

